segunda-feira, 30 de julho de 2007

O dia mais quente do ano

Este é o dia mais quente do ano. Pelo menos para já. Em Lisboa, a esta hora os termómetros apontam os 40 graus, 38 em Catelo Branco, 41 em Beja e Évora e em Santarem o I.N.M. previa 42. A Norte, um pouco mais fresco, mas mesmo assim, acima dos 30. No Porto, os termómetros oficiais indicam neste momento 31 graus, mas em Gondomar, há zonas onde as temperaturas são superiores aos 35. Nos próximos dois dias, as temperaturas deverão baixar, havendo mesmo a possibilidade da ocorrência de chuva (!!) a Norte, mas voltará o sol, com temperaturas elevadas, a partir de quinta-feira. E o fim-de-semana promete ser de escaldar. Veja o gráfico com a previsão wunderground.com.

Descida da temperatura amanhã e quarta-feira

A temperatura no litoral Norte, onde se inclui Gondomar, vai baixar terça e quarta-feira, com o céu a apresentar algumas núvens. No entanto, será por pouco tempo. A partir de quinta-feira o termómetro deverá voltar a subir acima dos 30 graus, assim se mantendo por algum tempo. Hoje, o nível de risco permanece amarelo em Gondomar. Mas grande parte do País encontra-se com níveis de risco superiores.

domingo, 29 de julho de 2007

Nível de risco sobe em Gondomar

AMARELO - AMARELO - AMARELO

Tal como tínhamos previsto, o nível de risco de incêndios em Gondomar cresce esta segunda-feira para o nível amarelo. As temperaturas, acima dos 30 graus podem fazer com que o alerta suba ainda mais nos próximos dias. Mantenha-se vigilante. Caso detecte um foco de incêndio ou fumo, não hesite, ligue a linha da Protecção Civil de Gondomar (800 200 135) ou o número nacional de emergência 112.

Nível de risco ainda verde em Gondomar, mas...


A maioria dos Concelhos apresentam hoje níveis de risco elevado ou mesmo extremo, como se pode ver no mapa. A subida da temperatura e os baixos níveis de humidade relativa potenciam o risco de incêndio florestal. Contudo, o INM continua a colocar Gondomar com nível verde. Isto não significa que os cuidados a ter com a nossa floresta devam ser descorados. Os compotamentos de risco deverão ser evitados, até porque, nos próximos dias, o nível de risco irá, certamente, elevar-se, já que se prevê que as temperaturas continuem a rondar os 30 graus centígrados.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Incêndios: uma catástrofe combatida por voluntários


Portugal tem escapado a grandes catástrofes naturais. Por cá, são raras as tempestades, as cheias, os terramotos e raramente atingimos temperaturas extremas. Somos, como costuma dizer-se, um “cantinho do céu”. No entanto, há um flagelo a que não costumamos escapar. O dos incêndios florestais. A nossa floresta, o ambiente, os nossos bens e até vidas, são anualmente delapidados, ficando sempre uma sensação de alguma impotência. Não somos os únicos, contudo. Noutros países, sobretudo do Sul da Europa, acontece o mesmo. Para nem sequer falar nos países das Américas, como Brasil ou Estados Unidos, ou da Oceânia, com a Austrália. Este ano, o Governo de José Sócrates resolveu modificar algumas coisas, nomeadamente, criando uma equipa especial de profissionais, os “Canarinhos”, criando também uma empresa de Meios Aéreos e alterando um conjunto de procedimentos nesta matéria. Nas Autarquias, tem sido feito um esforço enorme. Em Gondomar, a Câmara orgulha-se de ser uma das mais elogiadas no apoio que presta às corporações de bombeiros voluntários, com verbas distribuídas para equipamento, instalações e formação. A prevenção nunca foi tão grande. Ora, apesar de todos estes esforços, é mais ou menos sabido que, quando o calor aperta, as chamas fazem estragos e o flagelo regressa. Ardem milhares de hectares de matas, morre um bocadinho do nosso Portugal. Entre as causas, aponta-se, também, a falta de limpeza das florestas e o abandono a que foi votado o Portugal rural. Mas, a verdade, é que, perante isto, e apesar das inovações feitas no campo do combate profissional aos incêndios, esta catástrofe anual continua a ser prevenida e combatida fundamentalmente por voluntários. Chamo-lhes "voluntários" porque o seu esforço e capacidade técnica torna, muitas vezes, ingrato o rótulo de “amadores”. Será injusto usar esse termo, mais depreciativo em relação aos que, muitas vezes, nos salvam a vida, sem que se faça esta ressalva. Mas, a verdade, é que o são "amadores". A nossa segurança, a nossa riqueza natural e patrimonial, a nossa prevenção, a nossa salvação, está tantas vezes depositada nas mãos de quem, com boa vontade, se disponibiliza a salvar alguns dos nossos valores mais queridos. E isso confunde-me. Não sei se com razão ou sem ela. Mas confunde-me, como é possível, num Mundo cada vez mais sofisticado e profissionalizado, que um País que apenas tem, como certa, uma catástrofe anual, que sabe bem quais são os seus contornos, “timmings” e lugares, deposite sistematicamente nas mãos de “voluntários”, o grosso do seu socorro. A sazonalidade deste flagelo não desmotiva esta minha questão. Pois, se é na “época baixa” que é possível fazer mais pela prevenção, limpando matas, desbravando terreno e sensibilizando, não seria útil, por exemplo, criar estruturas locais totalmente dedicadas a esta causa. Para que combatessem no Verão e prevenissem no Inverno? Não haverá dinheiro para isso? Quanto custa ao País, ver arder e combater todos os anos, desta forma - "amadora", os incêndios florestais? Como é possível continuarmos a combater uma catástrofe certa apenas com homens de boa vontade, obrigados a roubar aos seus patrões ou às férias das suas famílias, dias das suas vidas? E, recorde-se, apesar do “voluntariado” destes homens, que nem sabemos bem quantos, efectivamente são, os bombeiros custam ao Estado e às Autarquias milhões de euros, anualmente. Não tenho, obviamente, certezas sobre as soluções. Sabemos que o Governo parece querer mudar algo e este ano, notam-se algumas diferenças. Mas a verdade é que as condições climatéricas favoráveis não nos têm deixado avaliar convenientemente as acções que todos temos tomado no campo da prevenção e combate aos incêndios. Talvez a natureza nos esteja a dar uma folga, uma hipótese de melhorar, modificar e contribuir. Mas, em minha opinião, antes de tudo, haverá que definir o que é realmente melhor: se custear a tragédia e o seu combate, muitas vezes inglório, com voluntários, se queremos de forma mais firme, olhar este assunto como um assunto profissional, dando ao combate aos incêndios um lugar que já merece na curta lista dos “desígnios da Nação”, onde a ajuda humanitária a países distantes tem estado quase a cabeça, logo a seguir às vitórias nacionais no futebol. É que, na verdade, a questão dos fogos florestais, nunca lá esteve.

Nuno Santos
Assessor de Imprensa da Câmara Municipal de Gondomar

Dê-nos a sua opinião, colocando um comentário a este artigo ou votando na coluna ao lado.

Um blog pode ajudar na prevenção aos incêndios


Um blog pode mesmo ajudar na prevenção aos incêndios florestais. Esta é a conclusão dos internautas que visitam o CortaFogo. Mais de 80% dos que votaram acreditam nisso. Esta foi a primeira "sondagem" fechada no nosso blog, tendo estado a votação durante seis dias. Em permanência até ao final de Setembro, continua a que pretende avaliar quais as causas dos bons resultados de prevenção ocorridos este ano. As condições climatéricas favoráveis lideram. Nesta sondagem, a escolha pode ser múltipla, pelo que pode eleger mais do que uma causa. Hoje, abrimos outra pergunta aos visitantes. Querendo saber se considera que o sistema de combate aos incêndios se deve basear numa estrutrua profissional ou se deverá continuar a ter como principal força o voluntariado. Dê-nos a sua opinião. VOTE na coluna ao lado.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Presidente da Meios Aéreos demitiu-se

O presidente da administração da Empresa de Meios Aéreos SA, José Vilaça, demitiu-se do cargo, alegando falta de meios humanos e técnicos", segundo notícias hoje divulgadas em vários portais informativos. Outro dos motivos apresentados por José Vilaça terá sido a "falta de solução em relação à realização do capital social da empresa". O Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, não quis fazer comentários, excepto "louvar o trabalho desenvolvido por José Vilaça", que renunciou ao cargo dois meses depois de a sua nomeação. Uma outra fonte da Administração Interna disse que o administrador demissionário também "não gostou que entidades externas à Empresa de Meios Aéreos se tivessem intrometido em assuntos internos". A nova administração já foi hoje indicada pelo Ministério da Administração Interna, e é composta pelo presidente Rogério Pinheiro, mantendo os vogais da anterior administração, de acordo com o gabinete do ministro, Rui Pereira. Segundo o Decreto Lei que a criou, a EMA é responsável pela gestão do dispositivo de meios aéreos que, para além da missão primária de prevenção e combate a incêndios florestais, pode também ser utilizado para missões distintas, tais como a vigilância de fronteiras, a recuperação de sinistrados, a segurança rodoviária e o apoio às forças e serviços de segurança, a protecção e socorro. (ver Comunicado do Conselho de Ministros de 15 de Fevereiro de 2007)

Reflexão

O CortaFogo tem vindo a conhecer interesse na blogosfera. Hoje termina a primeira “sondagem” aos nossos visitantes. 83% dos que responderam, até agora, à pergunta que lançámos, consideram que um blog pode contribuir para a prevenção de incêndios. Apenas 5% consideram que “não” e 11% “talvez”. Estes números valem o que valem. Quase nada. O que realmente vale, é o empenho prático das pessoas, das populações, das forças de segurança, dos autarcas, dos bombeiros... de todos, na prevenção aos incêndios florestais. Curiosamente, quando lançámos o CortaFogo, enviámos mensagens electrónicas a várias entidades. Juntas de Freguesia, Corporações de Bombeiros e outras entidades públicas e privadas, que acreditámos poderem ter interesse público na divulgação deste blog. A Imprensa acreditou na validade da ideia e divulga-o bastante bem. Fora de Gondomar, vários sites ligados à floresta colocaram links para o blog e deram-nos ideias e incentivos. Em Gondomar, apenas duas das 12 Juntas de Freguesia o fizeram, colocando links nas suas home-pages: as de Fânzeres e Rio Tinto. Curiosamente, duas Juntas de “cores políticas" diferentes. Também as corporações de bombeiros, com sites normalmente voltados para si mesmas, para os seus interesses e menos para os destinatários das suas humanitárias acções, tendem a passar ao lado da blogosfera. Esta informação que agora damos, não encerra nenhuma crítica negativa. Aliás, algumas dessas entidades nem sequer possuem ainda site. Esta “informação” serve, isso sim, como um elogio aos que entenderam a nossa intenção e se colocaram acima da origem deste blog, considerando, apenas, o seu interesse, e dispõem já de meios para fazer a divulgação. Por outro lado, esta “informação” prova que a internet, embora crescentemente importante, não se esgota em si mesma. É, como todos os outros meios, apenas mais um, que, por si só, não resolve problemas, nem melhora a nossa sensibilidade em relação a determinadas matérias de forma significativa. Apenas ajuda nesse trabalho. E o maior problema da internet continua a ser a fiabilidade dos dados, do destinatário e do remetente de determinadas matérias. Acredito, por exemplo, que, usando apenas o meio virtual para comunicarmos, alguns dos destinatários das nossas mensagens de apelo à divulgação do CortaFogo, nem sequer delas tenham tido conhecimento. Outros, tê-las-ão ignorado ou menosprezado, o que não fariam a uma carta em papel timbrado da Câmara Municipal. Volto a dizer: estas não são palavras críticas para ninguém. São apenas uma reflexão. É que, de facto, esperava mais participação de bombeiros, pessoas ligadas à protecção civil, técnicos, políticos, do que aquela que temos vindo a ter. Afinal, ao que parece, este blog foi pioneiro no género, pelo menos ao nível municipal. Por outro lado, se calhar, até estamos no bom caminho. É que, com ou sem a participação de alguns dos mais entendidos na matéria, a verdade é que o número de visitas continua a subir. Não andando por cá os que poderiam contribuir com mais informação, melhores conselhos, maior conhecimento e diferentes pontos de vista, é sinal que a maioria dos que nos visitam são, afinal, os destinatários de toda a informação contida neste blog: os internautas em geral, que são, também, munícipes e cidadãos! Aqueles que podem, muitas vezes, ser decisivos na prevenção de incêndios florestais. E, por isso, já valeu a pena lançar este blog e desenvolver todo o trabalho que nele está contido. E, acredito, na próxima época de incêndios, teremos mais blogs deste género na blogosfera.

Nuno Santos
Responsável pelo Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Gondomar

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Temperatura sobe nos próximos dias


Se está a pensar ir à praia, saiba que, até ao fim-de-semana, os valores da temperatura máxima vão subir na Região do Porto, atingindo cerca de 27 graus. Mesmo assim, as temperaturas têm-se mantido em níveis abaixo do normal, em média. A subida da temperatura máxima pode, no entanto, potenciar a ocorrência de incêndios. Mantenha-se atento à floresta, não hesite em ligar os números de emergência e vá visitanto o CortaFogo, onde lhe apresentamos diariamente o nível de risco para Gondomar.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Perigo ao abastecer o automóvel

Os nossos comportamentos são, muitas vezes, causas de incêndios. Muitos deles graves. Neste vídeo, vemos o que nos pode acontecer ao abastecermos de combustível um veículo. Quando o fizer, cumpra algumas regras simples:
1. Nunca tenha consigo um telemóvel ligado.
2. Nunca largue a agulheta da bomba no carro para voltar a pegar-lhe. A electricidade estática adquirida ao tocar no carro, pode provocar a ignição, quando voltar a pegar na agulheta (como é o caso neste vídeo).
3. Desligue sempre o motor do carro, antes de iniciar o abastecimento.
4. Não fume, nem faça fogo perto de uma bomba de abastecimento.
5. Não encha demais o depósito do seu veículo. Além do desperdício de combustível, o derrame potencia a ocorrência de incêndios.
5. Em caso de incêndio durante o abastecimento, não retire a agulheta da boca de enchimento (como acontece no vídeo), use o extintor e o balde de areia que existe no loca.
6. Nunca use água para apagar um incêndio num automóvel.
7. Peça ajuda aos funcionários do posto, eles saberão melhor como combater o incêndio.

domingo, 22 de julho de 2007

Novo recorde

A semana que hoje termina já é a que mais visitantes conheceu no CortaFogo. No tolal o blog já recebeu perto de 4500 visitas. O interesse dos internautas continua a crescer. Não se esqueça de votar, na coluna ao lado. Participe!

sábado, 21 de julho de 2007

Primeiro espectáculo no Multiusos de Gondomar

NOVO EQUIPAMENTO PASSA COM DISTINÇÃO NO PRIMEIRO TESTE - PROTECÇÃO CIVIL TAMBÉM ESTEVE ATENTA E VEREADOR GOSTOU DO QUE VIU EM MATÉRIA DE SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE SINISTROS


A noite foi longa em Gondomar, mas felizmente que este final de Julho está a ser animado em Gondomar por boas razões e não pelo motivo dos incêndios, como aconteceu no ano passado. Ontem à noite, aconteceu no novo Multiusos Gondomar Coração de Ouro, o maior do Norte do País, o primeiro concerto, inteiramente dedicado aos artistas de Gondomar. Diana Basto, Ana Malhoa, José Malhoa, Broa de Mel, Nelo Silva, Kristianna e o humorista Fernando Rocha compuseram o cartaz, animado por mais de seis mil pessoas, que encheram o magnífico espaço projectado por Siza Vieira. Este acontecimento de grande dimensão, serviu também para testar alguns parâmetros, como a acústica, iluminação, instalações, etc. Mas, muito atenta esteve também a Protecção Civil de Gondomar, procurando perceber eventuais problemas de segurança do recinto onde terá lugar em Novembro o Campeonato da Europa de Futsal. Entradas e saídas, fluxos de circulação, sistemas de segurança, tudo foi acompanhado ao pormenor, não se tendo registado quaisquer acidentes ou situações de perigo. Aliás, os mais de seis mil espectadores, em menos de cinco minutos deixaram vazio o Multiusos, quando o espectáculo terminou, já depois da uma hora da manhã, um bom indicador de segurança. Quanto a incênidios, os únicos que se verificaram foi mesmo no campo das emoções, com tanta gente animada em palco. Aliás, este novo equipamento que existe em Gondomar está super-protegido contra indêndios. Para além dos sistemas de segurança intalados, o Multiusos tem um predicado: é todo construído em betão armado. Até as próprias bancadas.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

VOTE: a sua opinião é importante

A partir de hoje o CortaFogo abriu duas secções de voto. Agora, além de nos poder enviar os seus comentários escritos, com um simples clique, pode também dar-nos o seu contributo. Para isso, veja o espaço de voto na coluna do lado direito. Cada visitante apenas pode dar a sua opinião uma vez por cada questão que lhe colocamos. Para já, e até ao final do dia 26 de Julho, queremos saber se julga que um blog pode contribuir para a prevenção de incêndios florestais. Essa secção conhecerá nova pergunta todas as semanas. De forma permantente, até ao final de Setembro, e com escolha múltipla, perguntamos-lhe sobre as causas da diminuição dos fogos florestais este ano. Contamos com a sua participação.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Campanha Portugal sem Fogos

Este é um dos spots que faz parte da campanha "Portugal sem Fogos, Depende de Todos", actualmente a ser exibida nas televisões portuguesas. Veja mais, na coluna ao lado.

Presumíveis incendiários em prisão preventiva






A Polícia Judiciária, através da Directoria de Lisboa, anunciou a detenção, no passado 14, dois indivíduos de 18 e de 16 anos, como presumíveis autores de três crimes de incêndio florestal e quatro crimes de dano através de fogo, nos concelhos de Almeirim e Coruche. Os focos de incêndio deflagraram entre 12 e 30 de Junho em espaços florestais, junto de povoações. Tais factos, além do alarme social que criaram na zona, puseram em perigo manchas florestais de eucalipto e pinhal, só não atingindo maiores proporções devido à pronta intervenção de populares e bombeiros. Os detidos, que tinham como motivação apenas o vandalismo e o gosto pelas chamas, terão ateado os incêndios por meio de isqueiro, deslocando-se de motorizada. Presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial, foi-lhes aplicada a medida de coacção de prisão preventiva. Já no dia 4 deste mês, a Directoria do Porto / Extensão em Vila Real, tinha detido um indivíduo a quem se imputa a autoria de, pelo menos, um crime de incêndio doloso, ocorrido durante a tarde, nas imediações de Riodades, Concelho de São João da Pesqueira. O homem de 31 anos, terá agido sem qualquer motivo aparente, havendo indicadores que o conotam com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e perturbações mentais. Aquele incêndio que devastou uma área florestal com cerca de 4,5 hectares, causando grandes prejuízos patrimoniais, ambientais e alarme social, não atingiu maiores proporções, dadas as condições atmosféricas ainda não terem atingido o ponto crítico verificado em anos anteriores, assim como a pronta intervenção dos Bombeiros. A P.J. contou com a colaboração da G.N.R. de São João da Pesqueira.

Falsas chamadas podem ser controladas


Um dos problemas dos sistema de socorro, são as falsas chamadas. As linhas de socorro, como o 112 e o 117, são constantemente inundadas por falsos alarmes. Daí que se pense em instalar sistemas de protecção. Santarém, por exemplo, vai instalar um sistema que permite identificar de onde está a ser feita uma chamada telefónica para os números de socorro. Todos os anos no Verão a central do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) recebe inúmeros alertas para incêndios que não existem o que faz dispersar os meios e tem implicações graves na resposta em dias em que existem vários casos em simultâneo. “É normal haver todos os dias falsos alarmes”, descreve o comandante distrital de bombeiros, Joaquim Chambel, acrescentando que podem chegar às dezenas por dia, alguns mal intencionados outros porque as pessoas fazem confusão entre o fumo de um incêndio e uma coluna de pó, por exemplo.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Distrito do Porto e Concelho de Gondomar estão a ser poupado às chamas


O distrito do Porto, onde se inclui Gondomar, registou, entre Janeiro e a primeira quinzena de Julho, apenas cerca de 40 por cento dos fogos florestais ocorridos em igual período do ano passado. Segundo fonte da Protecção Civil, não ocorreu “nenhum incêndio de grandes dimensões”, com estes bons resultados a beneficiarem também das boas condições climatéricas. “A grande eficácia no combate aos fogos nos primeiros minutos, conjugada com o bom tempo, tem permitido resultados encorajadores no distrito do Porto, com um número de fogos muito inferior ao mesmo período de 2006”, afirmou o comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), Teixeira Leite. Este responsável operacional acrescentou “que não houve, até ao momento, nenhum incêndio de grandes dimensões”, como ocorreu em 2006, nomeadamente no perímetro florestal do Marão (Amarante) e nas serras entre Paredes e Valongo, fogos em que arderam muitas centenas de hectares de mato e floresta. Em termos nacionais, na primeira quinzena de Julho foram registados menos de metade dos fogos florestais ocorridos no mesmo período do ano anterior, segundo dados disponibilizados ontem pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Comparando os dados divulgados pelo site da ANPC e os do quarto relatório de 2006 da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, na primeira quinzena deste ano registaram-se 697 fogos, menos 1.517 do que os verificados nos primeiros 15 dias de Julho do ano passado (2.214). Entretanto, o comandante do CDOS/Porto esclarece que os bons resultados, apesar da ajuda da meteorologia – as ondas de calor ainda não surgiram neste Verão e os dias mais quentes têm sido alternados com quebras de temperatura ou mesmo períodos de chuva – ficam também a dever-se à vigilância e à prontidão no ataque aos “fogachos”, termo técnico para classificar os pequenos fogos. “Um fogacho ou pequeno incêndio florestal se não for atacado de imediato pode tornar-se num grande incêndio”, sublinhou Teixeira Leite, dando conta de que apenas três incêndios de médias proporções no Marco de Canaveses, a 12 de Julho, suscitaram mais atenção ao comando distrital.Apenas um dos fogos florestais, na freguesia de Ariz, em que arderam cerca de três hectares de mato, necessitou da ajuda do helicóptero sedeado no Centro de Meios Aéreos de Baltar, onde também estão estacionadas as brigadas de fogos florestais da GNR, uma estreia no distrito do Porto. Foram também assinaladas algumas ignições (deflagração dos incêndios) nos concelhos de Amarante e de Paredes, sem qualquer valor estatístico, prontamente debeladas pelos bombeiros. No quartel de bombeiros de Baltar, transformado no centro operacional distrital da protecção civil, estão permanentemente de prevenção duas das três equipas de GIPS (Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro), uma delas helitransportada (nove elementos), que se desloca no próprio helicóptero de combate a incêndios e tem por objectivo combater os fogos à nascença. “Com o GIPS conseguimos dar resposta rápida e musculada aos fogos nascentes”, assinalou o comandante operacional da protecção civil no distrito do Porto.

Secretário de Estado da Protecção Civil diz que o Norte está melhor preparado

O secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, afirmou há dias em Baltar que o Norte do país está este ano «melhor preparado» para combater os fogos florestais com a criação da «segunda coluna» de bombeiros a nível nacional. A «segunda coluna» é um dispositivo operacional com 120 elementos, destinado ao combate aos grandes incêndios, formado por homens e viaturas das corporações de bombeiros dos distritos do Porto (dois grupos) e de Aveiro (um grupo). Esta estrutura foi apresentada, pela primeira vez, no Centro de Meios Aéreos de Baltar, na presença de Ascenso Simões, e está desde já operacional, podendo ser accionada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. «A criação da segunda coluna é uma mudança considerável em termos de recursos humanos e materiais para o Norte do país», referiu o secretário de Estado. Segundo Ascenso Simões, este dispositivo operacional «vai permitir aumentar a capacidade de intervenção na região Norte». O distrito do Porto do Porto dispõe este ano, também pela primeira vez, de três equipas de GIPS (Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro), sedeadas em Baltar, onde também funciona o centro de meios aéreos. Uma das brigadas é heli-transportada (nove elementos), deslocando-se no próprio helicóptero de combate a incêndios, que tem por objectivo combater os fogos à nascença. Devido ao atraso da entrega dos helicópteros pesados - que dispõem de carga de água de cinco mil litros em vez dos actuais 1.200 litros dos aparelhos mais pequenos - está estacionado em Baltar um aparelho médio em vez do russo Kamov, ainda em fase de certificação aeronáutica. O objectivo principal do GIPS é dar uma resposta «rápida e musculada», aos fogos nascentes, como referem os operacionais da protecção civil. Teixeira Leite, comandante operacional no distrito do Porto, considerou que «se tem investido muito na vigilância» e esse é um factor, aliado às condições meteorológicas favoráveis, para a diminuição do número de ignições (ocorrências de fogos) no Verão deste ano.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Número de incêndios cai para um terço em Julho

Nos primeiros 15 dias de Julho registaram-se 697 incêndios, menos 1.517 do que os verificados na primeira quinzena de Julho de 2006 (2.214). Já no ano passado, o número de incêndios, no período em apreço tinha sido inferior ao registado no ano anterior. Depois de um fim de semana em que o risco de incêndio foi bastante baixo, hoje esse risco é muito elevado na maioria dos concelhos do Algarve, bem como em alguns concelhos de Beja, Évora e Portalegre. Em Gondomar continua, no entanto, baixo.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Incêndio em Rio Tinto

Não é proveniente de qualquer incêndio florestal, a coluna de fumo que hoje se avista em Rio Tinto, Gondomar. Trata-se de um incêndio numa fábrica textil, que já se encontra circunscrito, mas não debelado. A Protecção Civil de Gondomar acompanha a situação, estando no local o Vereador, Dr. Telmo Viana. Não se registam feridos ou danos pessoais, segundo as informações disponíveis neste momento.