segunda-feira, 16 de julho de 2007

Dois meses depois...

O CortaFogo fez ontem dois meses de vida. Este blog, que pretende ser um modesto contributo para a prevenção e combate aos incêndios florestais registou já quatro mil visitas. É claro que a ideia, que partiu do Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Gondomar e da Protecção Civil de Gondomar, recebeu elogios e até já conhece “clones” de outras entidades, o que é sempre positivo. Os munícipes, internautas ou leitores, se quiserem, também aderiram, já nos enviaram mensagens e sugestões. Mas, dado o interesse público que o tema desperta, ou deveria despertar, gostaríamos de ter visto mais pessoas a colaborar. Será que é por não ainda não ter havido grandes incêndios, este ano??? Provavelmente. Lá diziam as nossas avós, que “apenas nos lembramos da Santa Bárbara, quando faz trovoada...”. É bem verdade! No entanto, também é bem verdade que é em tempo de paz que se previne a guerra, pelo que, mesmo quando as condições climatéricas não são favoráveis à ocorrência de incêndios, devemos estar atentos, quanto mais não seja à nossa consciência colectiva e àquilo que temos hoje, mas podemos perder amanhã. Apelamos, por isso, à participação, à crítica e às ideias. É, também, para isso que aqui estamos!

... e continua a chover

Gondomar continua a ser poupada aos incêndios florestais. Do céu, continua hoje a cair chuva!

domingo, 15 de julho de 2007

Chove em Gondomar


A 15 de Julho, voltamos a ter chuva em Gondomar. E não é pouca...

sábado, 14 de julho de 2007

Risco volta a baixar em Gondomar

Depois de mais do que uma semana com níveis de risco moderado, Gondomar volta hoje a apresentar níveis baixos de risco de incêncio florestal.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

PJ detém incendiários

Três pessoas, dois homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 22 e os 58 anos, foram detidos, suspeitos de 12 crimes, por alegadamente terem provocado incêndios florestais na região Centro. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), dois dos suspeitos ficaram obrigados a apresentações periódicas às autoridades, enquanto o terceiro ficou em prisão preventiva. Um dos detidos reside na zona de Mortágua e está indiciado pela prática de dois crimes de incêndio ocorridos nos concelhos de Penacova e de Santa Comba Dão. Outro reside em Tondela e é o presumível autor de nove fogos florestais, oito dos quais já este Verão. A mulher é suspeita de ter ateado um incêndio florestal, este mês, na zona de Oleiros, no distrito de Castelo Branco

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Ainda o fogo na Comunicação Social

Do blog VerãoVerde recebemos uma chamada de atenção para um artigo ali publicado e que está relacionado com o nosso artigo de ontem, sobre a Comunicação Social. Vale a pena ler, pois complementa o que ontem escrevemos. Leia aqui: "O Fogo na Comunicação Social".

terça-feira, 10 de julho de 2007

A Comunicação Social e os incêndios florestais


A Comunicação Social serve para informar. Ninguém o contesta. E a informação, ou se quisermos, “a notícia, é quando, ao carregar no interruptor, a luz não acende”, como dizia Ted Turner. De facto, se o que acontece é normal, usual, não há notícia. A notícia é, por isso, a diferença e a actualidade. É o que é novo. É o que não deveria acontecer, mas acontece.
Nesse sentido, entendo bem os que defendem que um incêndio florestal é sempre notícia. Não deveria acontecer. É o anormal. Ou deveria sê-lo, pelo menos. É, por isso, “noticiável”.
No entanto, pela mesma lógica de Ted Turner, a ausência de incêndios este ano é também notícia. Até agora, a área ardida é das mais baixas desde há décadas e o verão já vai alto. Há também uma realidade que é notícia. Parece ser evidente que nunca, como agora, se tem investido na diferença no combate e na prevenção. E não falo apenas em Gondomar, onde o esforço da Protecção Civil, da Câmara Municipal, das Juntas de Freguesia, das Associações de Bombeiros é, em minha opinião, notícia. Falo de todo o País. Notícia porque é melhor do que anos anteriores. Notícia porque é diferente do que se costumava fazer.
É evidente que os resultados desta campanha têm tudo a ver, também, com as condições climatéricas. É claro que a chuva de Junho e as temperaturas amenas deste Verão têm contribuído, de forma decisiva, para esta “notícia” da ausência de incêndios.
Mas, também por isso, creio eu, seria notícia, motivo de investigação, de meditação, de reportagem, este Verão que está a passar. É que, todos os anos, lemos, ouvimos e vemos as reportagens sobre as motivações dos incêndios florestais. Os repórteres, de “arma” em punho, procuram o cisco nos olhos dos outros. Da coordenação que não coordena, dos bombeiros que chegam tarde, dos meios que são escassos, das Câmaras que não limpam as florestas, dos criminosos que ateiam o fogo…
Ora, em minha opinião, a Comunicação Social faz muito bem quando procura essas causas. Apontando os erros alheios, espiando o pecado de um país que vê arder a sua riqueza. Mas, pergunto modestamente: não seria também pertinente, este ano, que a Comunicação Social espelhasse uma realidade que está a vista, que é agora comprovável e que é notícia? É que a floresta arde, sobretudo, porque está calor? O resto, são os nossos comportamentos, a nossa prevenção, o nosso trabalho de defesa. Fundamental, mas apenas um dos factores.
Com isto, não quero alijar responsabilidades a ninguém. Nem aos cidadãos negligentes, nem às Autarquias incompetentes, nem aos bombeiros ou governantes que poderiam fazer mais. Apenas quero dizer que, como todos nós, perante condições favoráveis, temos a capacidade de trabalhar para evitar incêndios ou para combatê-los de forma mais eficaz, também os jornalistas, os órgãos de Comunicação Social, têm capacidade para dar a sua parte do trabalho. E não têm dado.
Da mesma forma que o País é crucificado, todos os anos, por deixar arder a floresta, parece-me evidente que este ano, quanto mais não fosse por ser notícia a ausência, para já, de grandes incêndios, esse tempo de antena que sempre ocupa os “telejornais”, fosse agora, pelo menos parcialmente, ocupado com os exemplos de quem faz bem no terreno e com os imprescindíveis conselhos e sensibilização aos que ainda não estão motivados.
Para essa notícia, a Comunicação Social não tem “tempo de antena” ou, quanto mais não seja, não tem tido o sentido da “responsabilidade social”.
Se Autarquias, bombeiros, cidadãos, governantes e até "S. Pedro" são culpados dos nossos incêndios, ao rol dos “arguidos” deste crime ambiental para o qual contribuímos, temos inevitavelmente que juntar os órgãos de Comunicação Social. Não só porque não ajudam a prevenir, como, ao mínimo sinal, ajudam a atear, quando mostram de forma sistemática e quase publicitária, o País a arder. Sendo que, está hoje cientificamente provado, essas imagens, muitas vezes repetitivas e gratuitas, despidas de qualquer classificação de “notícia”, são potenciadoras de novos incêndios e incendiários.
De facto, como aqui temos escrito várias vezes, TODOS somos responsáveis pela nossa floresta. E neste capítulo, não há bons e maus. De uma forma ou de outra, TODOS temos mais capacidade para contribuir e para prevenir… e TODOS possuímos o fósforo que capaz de acender o rastilho (o que, aliás, dá muito menos trabalho e é muito mais espectacular). E a Comunicação Social, como este ano se prova, não se pode, pudicamente, excluir das suas responsabilidades, como tem feito.

Nuno Santos
Assessor de Imprensa e Responsável pelo Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Gondomar

NOTA: neste blog nunca publicámos imagens de chamas de forma gratúita e desnecessária. Preferimos, normalmente, motrar as consequências dos incêndios e alertar para formas de os prevenir.

Grande parte do país com níveis muito elevados de risco de incêndio

Grande parte do país apresenta níveis muito elevados de risco de incêndio, segundo o I.N.M.. Gondomar, onde este ano ainda não houve ocorrências de relevo, quanto a incêndios florestais, mantém o nível amarelo, dos últimos dias. CONSULTE O MAPA

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Semana com muitas visitas no CortaFogo

A semana que terminou ontem foi a que registou temperaturas mais elevadas. Foi também a que maior número de visitantes proporcionou ao CortaFogo, que, desde a sua criação, a 15 de Maio, já registou mais de 3.500 visitas. A semana que ontem terminou teve mais de 450 visitas no CortaFogo, graças às pesquisas de 312 visitantes individuais.

sábado, 7 de julho de 2007

O ano negro de 2003 na TSF


O ano de 2003 foi um dos piores de sempre, quanto a incêndios florestais. A TSF Online mantém em arquivo um dossiê sobre incêndios florestais então realizado. Vale a pena rever. Aqui fica a sugestão de link para hoje.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Risco de incêndio sobe amanhã em Gondomar


NÍVEL AMARELO (MODERADO)
Desde o dia 18 de Maio, que o risco de incêndio florestal em Gondomar não era tão elevado como o previsto para amanhã, pelo Instituto Nacional de Metereologia. Segundo aquele instituto, o alerta em Gondomar para o dia 7 de Julho, sobe para o nível AMARELO, isto é, moderado. Mas há cada vez mais concelhos em níveis mais elevados, sendo mesmo, em alguns casos, nível máximo de risco. Tome, por isso as devidas precauções, até porque as temperaturas estão a subir, andando já a rondar os 30 graus em Gondomar e, no próximos dias, a humidade relativa dereá cair, potenciando ainda mais a ocorrência de incêndios florestais.

Perigo está a chegar

Cinco concelhos do Norte Alentejano e da Beira Baixa encontram-se hoje em nível máximo quanto ao risco de incêndios florestais. Com a subida das temperaturas e a diminiução dos níveis de humidade relativa, boa parte de Portugal apresenta nível amarelo, laranja e mesmo vermelho, pelo que as precauções deverão ser cada vez maiores. Quanto a Gondomar, o nível é ainda Verde, o que acontece ainda em muitos Concelhos do Distrito do Porto, mas é aconcelhável que se mantenha atento ao CortaFogo, pois as condições podem vir a alterar-se nos próximos dias. De facto, as previsões metereológicas indicam subida gradual da temperatura, a partir de agora. O Verão está mesmo aí em força.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Incêndios Florestais e Investigação Criminal

As causas dos incêndios florestais são variadas. Não se podem atribuir a um único factor. Sabe-se que o comportamento preventido pode evitar boa parte deles. Sabe-se também que muitos têm origem criminosa. Mas, as condições climatéricas favoráveis são factor primordial. A investigação criminal pode dar um contribunto muito importante, não apenas para dissuadir criminosos e prevenir negligentes, mas também para dar aos técnicos uma ideia mais precisa sobre a origem dos fogos florestais, ajudando-os nas acções de prevenção. Nesse sentido, é interessante a leitura do seguinte artigo, publicado no Boletim da Ordem dos Advogados, em 2005, e assinado pela Dra. Ana Maia e pelo Dr. Paulo Marques.






Incêndios Florestais e Investigação Criminal

Intimamente conexos com o pulsar social, os incêndios florestais, quer pelo seu número, quer sobretudo pela sua dimensão e consequências, fazem parte da agenda política e mediática, motivando as mais díspares opiniões sobre as suas causas, bem como sobre a melhor forma de, no futuro, evitar a sua repetição. Em virtude do trabalho desenvolvido ao longo de muitos anos, existe da parte da Polícia Judiciária um verdadeiro awareness para algumas dificuldades inerentes a esta realidade incontornável, sendo que a presente comunicação versará essencialmente sobre tais aspectos.

A actuação da Polícia Judiciária encontra cobertura no preceituado na alínea c) do n.º 2 do art.º 5 do Dec. Lei 275-A/2000, de 09.11 (vulgo, Lei Orgânica da Polícia Judiciária), o qual estipula que é da competência reservada da Polícia Judiciária o crime de incêndio desde que, em qualquer caso, o facto seja imputável a título de dolo. Não obstante constituir uma inequívoca concretização do princípio do legislador razoável, cometendo à Polícia Judiciária apenas as situações em que exista dolo, aquilo que à primeira vista poderia parecer simples torna-se, porém, complexo. Saliente-se, a título de curiosidade, que desde o início do corrente ano até ao momento em que este texto começou a ser redigido (finais do pretérito mês de Agosto), foram iniciados pela Polícia Judiciária setecentos e vinte seis inquérito relativos a incêndios florestais. Significa isto que, mais que uma mera interpretação literal do preceito legal, cabe à Polícia Judiciária, a maioria das vezes, a confirmação da existência de indícios de dolo ou de mera negligência – o que pressupõe toda uma aturada triagem das situações que lhe são comunicadas. Ressalvada esta dificuldade inicial, a própria investigação do crime de incêndio encerra em si algumas vicissitudes. Partindo do pressuposto que a investigação do crime de incêndio pretende, em última instância, lograr a identificação do autor do facto criminoso, é com o exame ao local ou locais onde o incêndio teve o seu início que começa a investigação, procurando-se logo aí encontrar e recolher os primeiros indícios da autoria dolosa do crime.

Ora, sabendo-se que cerca de oitenta por cento dos incêndios florestais tem origem em causas naturais ou em actos negligentes, é também esta fase essencial para a já referida despistagem inicial de situações duvidosas.

A inspecção judiciária engloba um conjunto de actos in loco caracterizados pela sua elevada complexidade técnica, os quais permitirão extrair conclusões relativamente à origem e ao modo como determinado incêndio se iniciou, sendo que a fundamentação científica das conclusões alcançadas poderá sempre ser confirmada por exames laboratoriais efectuados por peritos do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária.

Nesta fase importa ressaltar sobretudo a dificuldade em determinar o meio de ignição, que poderá ser desde um mero isqueiro ou fósforo a outros materiais facilmente perecíveis – o que, ao invés do que sucede noutros campos de investigação criminal, constitui uma excepção ao princípio de Locard que enuncia a troca de elementos entre o autor e o local do crime.

Perante tais obstáculos, é fácil vislumbrar a necessidade de as conclusões obtidas a partir da inspecção judiciária serem corroboradas pelo testemunho de quem detectou e observou a progressão do incêndio, assumindo particular importância para a investigação criminal a colaboração da população local. Porém, não ficam por aqui as diligencias probatórias essenciais na investigação do crime de incêndio.

Também a recolha de informação junto dos órgãos de polícia mais próximos do sinistro, nomeadamente a Guarda Nacional Republicana e a Polícia Florestal, bem como de outras entidades, como as corporações de bombeiros e juntas de freguesia, se tem revelado de crucial importância para o desenvolver da investigação. E importa igualmente não descurar todo o esforço desenvolvido na recolha, tratamento e análise de informação desenvolvido pela Polícia Judiciária na área dos incêndios, com a constituição de núcleos orgânicos específicos.

Em resumo, é este conjunto de material probatório – exames, perícias, testemunhos – que, isolada ou conjuntamente, permitem num número significativo de investigações, não só concluir pela origem intencional de um incêndio, como identificar o seu autor, e seguidamente conhecer as motivações do seu comportamento criminoso. Questiúncula sistematicamente abordada, podemos afirmar que na origem do crime de incêndio estão, quase sempre, motivos fúteis, o que contraria a ideia, até recentemente aceite de forma mais ou menos generalizada, que a motivação do incendiário se encontraria, em regra, comprometida com interesses económicos.

Com efeito, quando falamos de autores de crime de incêndio florestal, estamos a referir-nos, numa parte significativa dos casos, a indivíduos inseridos em estruturas familiares frágeis, com parcos recursos financeiros, desempregados ou a exercer profissões mal remuneradas, com baixa escolaridade, hábitos com consumo excessivo de álcool e, em algumas situações, também com sinais de patologia psiquiátrica.

Geralmente são do sexo masculino, embora existam alguns casos de incêndios florestais dolosamente ateados por mulheres adultas. A indiferença pelas regras sociais está quase sempre presente, o que poderá ser causa e consequência da circunstância de viverem isolados das comunidades que os rodeiam. Não raras vezes, não conseguem apresentar uma explicação compreensível para a sua conduta, sendo certo que, quando confrontados com a factualidade que os incrimina, tendem a afastar de si qualquer responsabilidade pelas consequências do incêndio, procurando dissociar a sua conduta do resultado danoso por ela provocado.

O que a experiência tem igualmente demonstrado é que, num número significativo de casos, a conduta dos autores de incêndios florestais nasce de uma espécie de impulso, constituíndo as chamas um escape, uma libertação, algo que por vezes ganha contornos de compulsão. Com frequência os incêndios florestais são directamente vividos pelos investigadores da Polícia Judiciária, quando, com as chamas ainda altas, já se encontram no terreno a recolher os primeiros indícios da acção criminosa e da identidade do seu autor.

Calcorrear as cinzas, respirando o fumo, representa uma dura experiência, exigindo uma extrema racionalidade quando, no calor do fogo, se torna necessário contactar com as populações ainda em alvoroço e delas procurar obter informação útil, objectiva e fundamentada, que permita a reconstituição tão exacta quanto possível do acto criminoso. Porque essa reconstituição, dada a escassez de indícios com que habitualmente os investigadores se deparam, é tarefa complexa, a Polícia Judiciária tem feito um importante investimento na formação permanente dos seus funcionários de investigação criminal e de polícia técnica, o que tem constituído um factor decisivo na determinação da origem e autoria de muitos incêndios florestais. Porquanto todo este investimento pressupõe uma brevidade na resposta às solicitações, a Polícia Judiciária dispõe de um serviço de prevenção, isto é, um conjunto de meios humanos em regime de disponibilidade permanente para acorrer a situações que exigem um tratamento urgente e em que a rápida recolha e pesquisa de indícios é essencial para o desenvolvimento da investigação.

Numa perspectiva mais analítica, observem-se os dados vertidos nos quadros seguintes, deles se podendo retirar o aumento do número de inquéritos relativos a incêndios investigados a nível nacional pela PJ de 2002 a 2005 (sendo que, no que concerne ao presente ano, se encontram contabilizados apenas os inquéritos iniciados até 31/08/2005):

O quadro seguinte demonstra o grande aumento do número de suspeitos da autoria de crime de incêndio florestal detidos pela Polícia Judiciária:

Face a estes elementos estatísticos, é legítimo concluir que o aumento do número de inquéritos até 2004 foi acompanhado por um significativo número de detenções, com especial destaque para o número de detidos já alcançado em 2005, tendo os anos de 2003 e 2005 sido caracterizados por condições climatéricas marcadas por altas temperaturas, baixa humidade e fraca precipitação.

O esforço desenvolvido pela Polícia Judiciária no campo da investigação dos crimes de incêndio, com a adequação estrutural a uma realidade específica, no intuito de aumentar os níveis de eficácia e assim reforçar o vector essencial da confiança pública na Instituição, apostando na indispensável pró-actividade, é pois a estratégia que resulta da visualização que temos do fenómeno e da inerente triagem, formação especializada e acção em tempo útil que preconizamos, no exercício da repressão legítima e no auxílio da Administração da Justiça.


Ana Maia e Paulo Marques >Inspectores da Polícia Judiciária >Secção de Investigação dos Crimes contra o Património e Vida em Sociedade da Directoria de Coimbra

terça-feira, 3 de julho de 2007

Prevenir de bicicleta


A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta desenvolve desde 1996, de Junho até meados de Setembro, uma campanha de Prevenção de Fogos Florestais sob o lema "SEM FOGO FLORESTA VIVA", com o apoio da CNEFF (Comissão Nacional Especializada em Fogos Florestais), com excepção do ano 2001. O principal objectivo desta campanha é sensibilizar as populações para a importância da Prevenção de Fogos Florestais. Leia os princípios e os conselhos da FPCUB no site oficial.

Norte interior e Sul em alerta


Embora hoje chova em Gondomar, o interior Norte e o Sul do País encontram-se em níveis de risco elevado. No Algarve e no interior Centro, o nível de risco é mesmo muito elevado. Tal facto deriva da subida da temperatura e da queda dos níveis de humidade relativa naquelas Regiões. No litoral, a Norte do Tejo, a chuva fraca e a humidade elevada mantêm os níveis de risco baixos.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Área ardida é a menor desde há sete anos

Os primeiros seis meses deste ano registaram a menor área ardida (1.166 hectares) e menor número de fogos (19.921) desde 2000. Ao fazer um balanço da «Fase Bravo», que começou a 15 de Maio e terminou no sábado (30 de Junho), o secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, mostrou-se satisfeito com os baixos valores registados de incêndios florestais mas muito preocupado com o aumento do risco de incêndio devido à subida das temperaturas. Nos 45 dias da «Fase Bravo», registaram-se 968 ocorrências de fogo nas quais arderam 228 hectares. Neste período, o Comandante Nacional de Operações de Socorro, Gil Martins, contou 19 saídas do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR), com uma taxa de sucesso de 99 por cento, ou seja, foram extintos 18 fogos nascentes.

Limitações à circulação em zonas florestais

O Blog VerãoVerdeOrg tem dado vários contributos públicos à causa da prevenção de incêndios florestais, como o que, com a devida autorização, reproduzimos a seguir, acerca da limitação da circulação de veículos automóveis. De facto, desde ontem que está em vigor a Portaria 755/2007 acerca desse assunto. Mas o artigo, que pode ler aqui ou no próprio site, avança com algumas interessantes sugestões, aos praticantes do TT.

Foi publicada a Portaria 755/2007 que limita a circulação de veículos motorizados em zonas florestais entre o dias 01 de Julho e 30 de Setembro.Esta portaria surge na sequência do artº 22 do Decreto Lei 124/2006, oportunamente mencionado e que previa restrições à circulação fora de estrada, em zonas florestais, durante a época mais crítica de incêndios florestais. Chamamos a atenção aos praticantes de todo o terreno para o disposto na legislação em vigor e, sobretudo, para a necessidade de contribuir para a perservação da floresta portuguesa colaborando com as entidades responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios florestais.Tal como anteriormente, sugerimos a quem pretender dar um passeio de todo o terreno nesta época do ano, que contacte as corporações de bombeiros ou protecções civis municipais da área e lhes solicite um itinerário que seja simultaneamente interessante de percorrer e que contribua para prevenir os fogos florestais.Para tal sugerimos que levem uma carta militar da área a percorrer, onde assinalar o trajecto, e um sistema de comunicação que permita dar os alertas e que, caso seja possível, solicitam uma credencial que permita circular sem restrições pelo percurso combinado ou um telefone de contacto que facilite a confirmação da autorização junto da entidade que a concedeu. A floresta é de todos, pelo que deve haver uma partilha dos benefícios do seu usufruto e da responsabilidade da sua protecção, sendo direito e dever de todos aprender a conjugar estas duas vertentes. in VerãoVerde

Circulação de veículos motorizados em zonas florestais está limitada desde ontem

O blog VerãoVerdeOrg tem dado vários contributos públicos à causa da prevenção dos incêndios florestais. Pela sua importância e oportunidade, reproduzimos, com a devida autorização dos autores, este artigo, lá publicado, a propósito da Portaria 755/2007, que limita a circulação de veículos de motorizados em zonas florestais e dá alguns contributos e sugestões acerca da prática de todo-o-terreno. CLIQUE AQUI PARA LER O ARTIGO NO SITE ORIGINAL


Foi publicada a Portaria 755/2007 que limita a circulação de veículos motorizados em zonas florestais entre o dias 01 de Julho e 30 de Setembro.Esta portaria surge na sequência do artº 22 do Decreto Lei 124/2006, oportunamente mencionado e que previa restrições à circulação fora de estrada, em zonas florestais, durante a época mais crítica de incêndios florestais.Chamamos a atenção aos praticantes de todo o terreno para o disposto na legislação em vigor e, sobretudo, para a necessidade de contribuir para a perservação da floresta portuguesa colaborando com as entidades responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios florestais.Tal como anteriormente, sugerimos a quem pretender dar um passeio de todo o terreno nesta época do ano, que contacte as corporações de bombeiros ou protecções civis municipais da área e lhes solicite um itinerário que seja simultaneamente interessante de percorrer e que contribua para prevenir os fogos florestais.Para tal sugerimos que levem uma carta militar da área a percorrer, onde assinalar o trajecto, e um sistema de comunicação que permita dar os alertas e que, caso seja possível, solicitam uma credencial que permita circular sem restrições pelo percurso combinado ou um telefone de contacto que facilite a confirmação da autorização junto da entidade que a concedeu.A floresta é de todos, pelo que deve haver uma partilha dos benefícios do seu usufruto e da responsabilidade da sua protecção, sendo direito e dever de todos aprender a conjugar estas duas vertentes.

domingo, 1 de julho de 2007

CortaFogo recebeu em Junho 1779 visitas

No mês que ontem acabou, o CortaFogo recebeu mais de 1.100 visitantes, a que corresponderam quase 1800 visitas. Criado em meados de Maio, já recebeu mais cerca de 3.000 visitas. A semana passada foi a que maior número de visitantes conheceu desde então, 310 num só dia, a que corresponderam 467 visitas. É entre as 15 e as 16 horas que os visitantes mais procuram o CortaFogo, e a quarta-feira é o dia da semana com maior número de visitas. Muitos usam o Google para chegar até nós, mas há também registo de visitas a partir de outros motores de busca, como o Sapo, MSN, Search.live e Blogger. "Férias, Gondomar, Dromader, Incêndios e Florestais são as palavras chave que mais visitantes trazem ao CortaFogo. O site "Florestas sem Fogo", o site da Junta de Freguesia de Rio Tinto, o blog VerãoVerdeOrg, são os sites que maior número de visitas geram, via link, ao CortaFogo, além, naturalmente, do site da Câmara Municipal de Gondomar e do site dos motores de busca. Nos últimos 100 visitantes, 32 chegaram ao CortaFogo pesquisando no Google.pt, oito no Google.com e cinco no Google.com.br (do Brasil).

Fase de maior risco começa hoje


Começou a fase "Charlie" de combate aos incêndios florestais. Trata-se da época de maior risco. Esta fase, começa com um dispositivo que envolve 52 aeronaves, 8.836 homens e 1.886 viaturas. Estão envolvidos cinco ministérios, cinco institutos públicos, as autarquias e a sociedade civil. Os objectivos principais são "diminuir o número de incêndios com áreas superiores a um hectare, eliminar incêndios superiores a 1.000 hectares e reduzir o tempo do ataque inicial para menos de 20 minutos", segundo o secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tem a tutela do comando e articulação operacional de todos os elementos no terreno, coordenando os meios e a sua chefia, a nível nacional e local, através do Comando Nacional e dos Comandos Distritais de Operações de Socorro. Das entidades envolvidas no combate aos fogos, articuladas pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, as mais importantes são os Bombeiros, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a Polícia Judiciária, as Forças Armadas, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais, o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, as Autarquias, e os Escuteiros, além de outras organizações da sociedade civil. Os Bombeiros são quem disponibiliza o maior número de meios humanos para o combate aos incêndios: 5.056 homens a nível nacional, apoiados por 1.173 viaturas de protecção e socorro, segundo a ANPC. A Associação de Empresas do Sector Papeleiro e Celulose, cujos sócios exploram mais de 232.000 hectares, vai empregar 249 sapadores apoiados por três helicópteros e 56 viaturas de combate. Um grupo de 22 empresas associou-se e formou o Movimento ECO, em parceria com os Ministérios da Administração Interna e da Agricultura, visando a sensibilização da população para a protecção da floresta e o apoio às entidades que combatem os incêndios florestais. O Governo decidiu também disponibilizar às Juntas de Freguesia equipamentos de primeira intervenção, compostos por um tanque de água ligado a uma moto-bomba e mangueiras. Os agentes de combate aos incêndios serão apoiados por 52 aeronaves, sendo quatro aviões pesados (dois Canadair CL-415C e dois Beriev BE-200ES), 34 helicópteros (20 dos quais ligeiros, oito médios e seis pesados) e oito aviões aero-tanque ligeiros e seis médios, conforme a Directiva Operacional Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, da responsabilidade do Ministério da Administração Interna. Desde Janeiro deste ano, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais registou 3.108 ocorrências de fogo, que deram origem a 1.266 hectares de área queimada, sendo o valor mais baixo, em termos comparativos, registado desde 1990, segundo dados da Direcção-Geral de Recursos Florestais. A área florestal nacional é de 5,4 milhões de hectares, sendo a superfície ocupada por floresta de 3,4 milhões e o restante ocupado por matos e vegetação espontânea, segundo a DGRF. A fase "Charlie" de combate aos incêndios florestais termina a 30 de Setembro.